Vale do Ribeira, dia 23 de abril de 2008. Era uma noite fria de outono e Bozo estava no Bar da Milu. Eu não sei o que ele estava fazendo lá pois pelo que eu saiba Bozo não bebia. Devia estar descontraindo com os amigos, sei lá. O que mais se pode fazer em um dia de semana, quase meia noite em uma cidade pequena de interior?
Eu não sei o que Bozo poderia ter ido fazer mas ter ido ao Bar da Malu foi uma péssima opção, ou melhor, uma fatal opção. Bozo estava prometido de morte. Ele traficava drogas. Bem, era o que diziam, eu não sei se ele era um mero consumidor ou um vendedor, mas ele estava sim prometido de morte e fazia um tempo que ele escapava e ria da morte.
Bozo estava sendo apelidado de sabonete pois mesmo com uma arma apontada em seu rosto ele conseguia persuadir seu assassino que desistia de cumprir a promessa de matá-lo. Ninguém pegava Bozo. Ele “escorregava” de todas as situações até a noite de 23 de abril em que duas pessoas em uma moto deram dois tiros de 38 a queima roupa pelas costas. Somente de maneira covarde os assassinos que prometeram matar Bozo conseguiram cumprir a promessa.
Um tiro pegou e ficou alojado na nuca e o outro tiro entrou no ouvido direito e saiu no canto da boca esquerda. Bozo caiu na hora, a moto foi embora e o Bar da Milu baixou as portas. Ninguém viu e nem ouviu nada. Só Dona Milu que mais tarde relatou a polícia que pensou que os tiros fossem barulho de biribinha.
Vandir que estava tentando se equilibrar na bicicleta devido as muitas pingas que tinha acabado de tomar no bar abaixo do Bar da Milu passa pelo corpo do Bozo, pára a bicicleta e fica olhando, se indagando, que raio era aquilo que ele estava vendo. Começa a apontar como se alguém estivesse olhando e fala: ‘Mas é Bozo?’, ‘Parece Bozo’. Volta a se equilibrar na bicicleta e vai embora sem saber se era Bozo ali deitado ou alucinação da mardita.
Como em qualquer cidade pequena a notícia corre rápido e antes mesmo que Vandir conseguisse pedalar alguns metros a rua enche de curiosos inclusive o pai do Bozo que já sabia do destino de seu filho.
Bozo morreu com os olhos estalados e a boca escancarada. Os dentes estavam pretos devido ao sangue que secou e antes de morrer Bozo caiu em posição fetal, se encolhendo como se estivesse se ajeitando para voltar para o útero que o gerou e o assegurou por 9 meses.
Quando os policiais chegaram ainda comentaram perto do pai que os assassinos tinham demorado para matar Bozo e levaram seu corpo embora, deixando um de seus chinelos no chão.
Bozo deixou 4 filhos e deixou lembranças da época em que éramos crianças e brincávamos nas férias escolares. Época onde sonhávamos ser pessoas de bem. Época em que não havia drogas, não havia Bar da Malu e estávamos protegidos no quintal de casa. Tchau Bozo!
Eu não sei o que Bozo poderia ter ido fazer mas ter ido ao Bar da Malu foi uma péssima opção, ou melhor, uma fatal opção. Bozo estava prometido de morte. Ele traficava drogas. Bem, era o que diziam, eu não sei se ele era um mero consumidor ou um vendedor, mas ele estava sim prometido de morte e fazia um tempo que ele escapava e ria da morte.
Bozo estava sendo apelidado de sabonete pois mesmo com uma arma apontada em seu rosto ele conseguia persuadir seu assassino que desistia de cumprir a promessa de matá-lo. Ninguém pegava Bozo. Ele “escorregava” de todas as situações até a noite de 23 de abril em que duas pessoas em uma moto deram dois tiros de 38 a queima roupa pelas costas. Somente de maneira covarde os assassinos que prometeram matar Bozo conseguiram cumprir a promessa.
Um tiro pegou e ficou alojado na nuca e o outro tiro entrou no ouvido direito e saiu no canto da boca esquerda. Bozo caiu na hora, a moto foi embora e o Bar da Milu baixou as portas. Ninguém viu e nem ouviu nada. Só Dona Milu que mais tarde relatou a polícia que pensou que os tiros fossem barulho de biribinha.
Vandir que estava tentando se equilibrar na bicicleta devido as muitas pingas que tinha acabado de tomar no bar abaixo do Bar da Milu passa pelo corpo do Bozo, pára a bicicleta e fica olhando, se indagando, que raio era aquilo que ele estava vendo. Começa a apontar como se alguém estivesse olhando e fala: ‘Mas é Bozo?’, ‘Parece Bozo’. Volta a se equilibrar na bicicleta e vai embora sem saber se era Bozo ali deitado ou alucinação da mardita.
Como em qualquer cidade pequena a notícia corre rápido e antes mesmo que Vandir conseguisse pedalar alguns metros a rua enche de curiosos inclusive o pai do Bozo que já sabia do destino de seu filho.
Bozo morreu com os olhos estalados e a boca escancarada. Os dentes estavam pretos devido ao sangue que secou e antes de morrer Bozo caiu em posição fetal, se encolhendo como se estivesse se ajeitando para voltar para o útero que o gerou e o assegurou por 9 meses.
Quando os policiais chegaram ainda comentaram perto do pai que os assassinos tinham demorado para matar Bozo e levaram seu corpo embora, deixando um de seus chinelos no chão.
Bozo deixou 4 filhos e deixou lembranças da época em que éramos crianças e brincávamos nas férias escolares. Época onde sonhávamos ser pessoas de bem. Época em que não havia drogas, não havia Bar da Malu e estávamos protegidos no quintal de casa. Tchau Bozo!
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