Uma colega de trabalho me encaminhou ontem um e-mail com a seguinte mensagem:
"Olha só... até a Cindy tem barriga...pq eu não posso?"
E anexou um link que levava a imagem abaixo:
"Olha só... até a Cindy tem barriga...pq eu não posso?"
E anexou um link que levava a imagem abaixo:
É uma imagem natura de Cindy Crawford... ou seja, uma imagem com uma barriguinha flácida. Cindy Crawford foi a primeira supermodelo a aceitar posar para a revista masculina Playboy (1988). Teve uma excelente carreira como manequim, teve ótima propensão com os negócios, conseguiu contratos milionários com multinacionais e etc. Hoje é uma quarentona, mãe de 2 filhos (Presley e Kaya) e continua a brilhar mesmo aposentada.
Claro que minha colega não citou a barriga da Cindy Crawford de maneira a denegrir a imagem da modelo ou qualquer coisa que remeta a isso mas infelizmente a realidade, o cenário atual em que vivemos nos obrigam a sermos perfeitos e a nos espelhamos em modelos de beleza que assistimos diariamente, modelos que os homens cobiçam e as mulheres sonham em alcançar e quando esse objeto de desejo, esses deuses da beleza descem do Monte Olimpo nós, meros mortais, com nossas limitações, tentamos de algum jeito nos aproximar ou fazer com que os “deuses” se aproximem de nós buscando semelhanças ou realçando suas imperfeições. Se somos belos temos de ser eternamente belos e se somos feras somos cobrados por nós e pela sociedade para nos tornarmos belo. O mundo é cruel.Ahhhh, detalhe: minha colega do e-mail é linda. Tem sim uma barriguinha mas que não interfere em nada em sua beleza interior e exterior. Só que é difícil convencê-la diante dos deuses da beleza que temos hoje, nossos padrões estéticos são exigentes. As vezes me pergunto como é que tenho coragem de colocar minha fuça na rua todos os dias. Mas só me pergunto as vezes pois tenho medo de achar a resposta.
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