Alguém falou que somente o Corinthians é capaz de perder uma copa que já estava ganha... e é exatamente esse o motivo da minha vergonha. Ontem, após o fim do jogo eu percebi como meu bairro era repleto de Pernambucanos. Nem no ano novo houve tantos rojões e que foram ouvidos até hoje a tarde (pasmem... até hoje a tarde).Logo pela manhã de hoje um morador de rua anunciava em um cruzamento, na zona oeste, que não gostava do Corinthians, mas gostava da Ponte Azul (que raio de Ponte Azul?). Outros dois executivos atravessavam o mesmo cruzamento cantarolando: "Não chora, não chora, não chora...”, outros dois engravatados riam sobre o tema de um jornal: “Não para, não para. Parou por quê?”.
O segurança são paulino, de onde trabalho, estava com um sorriso tão... tão... inenarrável que me obrigou a cumprimentá-lo olhando para o chão. A vergonha estava estampada na minha cara. Foi um dia repleto de e-mails e mensagens via MSN com piadinhas, cumprimentos... merecidos ou não eu não sei, não vou entrar no mérito.
O assunto não foi outro a não ser o jogo de ontem. Não importava o time de coração do torcedor, o Corinthians não saia da boca de ninguém, nem o próprio corintiano, envergonhado, entristecido ou enfurecido citou tanto o nome de seu próprio clube quanto qualquer adversário teu que aprendeu a cantar teus hinos.
Suponham que o Sport tivesse jogado contra o Palmeiras (por exemplo) e vencido da mesma forma, será que a repercussão seria a mesma? Teríamos tantos rojões? Tantos bafafá? Será que eu teria sonhado? O morador de rua estaria no meio do cruzamento falando do tal Ponte Azul? Os dois executivos estariam catarolando alguma musiquinha do Parma? Qual seria a manchete do jornal? E o segurança São Paulino estaria com aquele maldito sorriso?
Há somente duas torcidas, pelo menos em São Paulo: os Corinthianos e Não Corinthianos. E eu sou corinthiana, maloqueira e sofredora, graças a Deus. Com muito orgulho, com muito amor e com vergonha também. Perdendo ou ganhando. Voando ou se rastejando sempre falarão do Corinthians por que somos história. Gostem ou não... Já imaginaram, sinceramente, o futebol sem o Corinthians?
O segurança são paulino, de onde trabalho, estava com um sorriso tão... tão... inenarrável que me obrigou a cumprimentá-lo olhando para o chão. A vergonha estava estampada na minha cara. Foi um dia repleto de e-mails e mensagens via MSN com piadinhas, cumprimentos... merecidos ou não eu não sei, não vou entrar no mérito.
O assunto não foi outro a não ser o jogo de ontem. Não importava o time de coração do torcedor, o Corinthians não saia da boca de ninguém, nem o próprio corintiano, envergonhado, entristecido ou enfurecido citou tanto o nome de seu próprio clube quanto qualquer adversário teu que aprendeu a cantar teus hinos.
Suponham que o Sport tivesse jogado contra o Palmeiras (por exemplo) e vencido da mesma forma, será que a repercussão seria a mesma? Teríamos tantos rojões? Tantos bafafá? Será que eu teria sonhado? O morador de rua estaria no meio do cruzamento falando do tal Ponte Azul? Os dois executivos estariam catarolando alguma musiquinha do Parma? Qual seria a manchete do jornal? E o segurança São Paulino estaria com aquele maldito sorriso?
Há somente duas torcidas, pelo menos em São Paulo: os Corinthianos e Não Corinthianos. E eu sou corinthiana, maloqueira e sofredora, graças a Deus. Com muito orgulho, com muito amor e com vergonha também. Perdendo ou ganhando. Voando ou se rastejando sempre falarão do Corinthians por que somos história. Gostem ou não... Já imaginaram, sinceramente, o futebol sem o Corinthians?
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