sábado, 21 de junho de 2008

Loucura/ Insanidade/ Descontrole

Medo...

Muito medo.

Há 1 semana, todas as manhãs eu sinto um medo indescritível, uma sensação enorme de vazio, de confusão e de solidão. São rajadas de sentimentos que me confundem e que me desnorteiam. Um mix de sensações que duram 3 estações de metrô. Sempre no mesmo horário, nas mesmas estações. E o pior: Eu não tenho uma resposta para esses sentimentos.

Seria a terapia que está trazendo a tona algo que estava adormecido dentro de mim? Seria alguma loucura que vem me acompanhando e que somente agora está despertando? Seriam os remédios para emagrecer que só estão surtindo efeito para confundir o meu cérebro? Seria meu EGO, meu ID, meu SUPER EGO?

Mas hoje de manhã eu não estava no metrô, estava dormindo e acordei assustada pois sonhei que havia morrido eletrocutada. Acordei com todas as confusões a tona e multiplicada por 10, por 100 e por 1000. Sensações horríveis esmagavam-me. Eu não conseguia me expressar e nem me entender. O amanhã parecia não ter sentido. Eu apenas sentia que iria morrer e que o mundo não iria deixar de girar. Que alguém sentiria minha falta e que tempos depois minha existência seria esquecida, assim como a lembrança desse alguém que sentiria, temporariamente, minha ausência.

O mundo não para quando morremos, quando sofremos, quando entramos em colapso. O mundo gira sempre. E eu estou ficando ensandecida. Preciso do meu equilíbrio, quero meu eixo, torto ou direito, mas quero meu eixo.

Passou. A loucura passou. Como tudo nessa vida, até a loucura é passageira. Feio me obrigou a parar de tomar os remédios. Ele presenciou tudo sem compreender nada. Acho que ele não tem idéia da profundidade da loucura que eu submergi, nem eu imaginei que meus EU fosse tão escuro e sombrio. Estou com medo de minha mente. Loucura seria não encontrar o caminho de volta nas profundezas de nosso EU?

Medo do EU.

"Loucura e inocência são tão parecidas, que a diferença, embora essencial, mal se percebe."
(William Cowper)

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