quarta-feira, 21 de maio de 2008

O Antônimo do Ceticismo

Aninha vai casar em breve. Está tentando fazer neném com o namorado dela. Está vendo o financiamento de uma casa com um grande quintal para a contrução de uma pista de motocross para a prática do esporte do namorado. O namorado é dono de empresa, é tatuado e adora esporte radicais. Aninha está feliz, viaja sempre e comprou um carro.

Falo esporadicamente com Aninha e uma coisa é certa. Todas as vezes Aninha está namorando um alguém e está sempre para casar e comprar uma casa. A história sobre o neném e a pista de motocross é nova, mas que seja, o que me chama atenção é a crença incondicional de Aninha sobre seus namorados serem sempre seus príncipes encantados.

A cada relacionamento Aninha acredita piamente que seu namorado será seu marido e pai de seus filhos para sempre. Seus relacionamentos não chegam a um ano, mas é intenso. Há quem acredite que tudo não passa de falsidade e jogo de interesse. Mas será que alguém arriscaria tão alto?

Eu não consigo viver em um mundo encantado assim. Não sei me entregar tão rapidamente e inconsequentemente em uma relação. Não acredito em palavras. Creio somente em ações. Não consigo expor minha vida para todo mundo.

Não duvido das pessoas como também não acredito. Sei que o que está por trás da generosidade, bondade e carinho de uma frase é uma satisfação pessoal de quem a proferiu. Ninguém é bom somente por mera caridade. Há sempre uma necessidade interna a ser suprida.

"Não acredito em nada além do que duvido".

Aninha, desejo, de coração, toda felicidade para vc. Seguir um sonho é para os corajosos, alcançá-los são para os abençoados. =)

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